Oi. Não sei como começar despedidas. Na verdade, não sei como fazê-las.
Quando você conhece alguém e esse alguém se torna muito importante pra você, você começa a abrir mão da sua felicidade pela dele. Comigo é assim: U smile, I smile. Aprendi a valorizar as minhas amizades como se cada uma fosse única. Como se cada dia que eu passasse com vocês fosse o último dia da minha vida, mesmo que alguns terminassem da mesma forma como o primeiro começou: com muitas lágrimas.
O meu mundo gira em torno de encontrar maneiras de fazê-los sorrir. (RESTART RESTART RESTART) E eu espero, realmente, que o tenha feito enquanto estive por perto.
Agora estou indo pra longe de vocês. Eu queria dizer que nada mudará, mas eu estaria mentindo. As coisas vão mudar, perderei muitos de vocês. Mas, de qualquer forma, estou levando um pedaço de vocês comigo na minha memória. Cada sorriso, cada lágrima – mesmo que não tenham sido poucas -, cada noite mal dormida pra ajudar um amigo, cada bronca por, consequentemente, dormir na aula; cada saída, cada desabafo, cada foto, cara carta, bom… Tudo! Tudo que eu passei com vocês valeu a pena. Muitas coisas deram errado, mas eu não mudaria nada.
Colegas são como flores. Há uma infinidade delas, mas há algumas exceções. A maior parte das flores floresce na Primavera, quando o clima está agradável e nada pode atrapalhá-las. As exceções são as flores que florescem no frio do Inverno e no calor insuportável do Verão. Essas flores que estão bonitas em qualquer estação, são como os amigos de verdade: raros e insubstituíveis. Essas flores são aquelas que, faça chuva ou faça sol, estão lá para animar o seu dia com uma pétala vibrante.
Tenho tanto orgulho de vocês! Suas conquistas, sorrisos e tudo de bom fazem parte dos meus melhores tesouros. Seus problemas e medos fazem parte das minhas maiores preocupações. Quando o mundo lhes der as costas, eu lhes estenderei a mão.
Com os dedos das mãos, conto com quantas pessoas posso contar, confiar e quantos eu sei que estarão comigo aconteça o que acontecer. Eu agradeço aos poucos e bons que ainda estão ao meu lado à tanto tempo. E aos que estão a pouco tempo, mas sei que não me abandonarão. Apesar de todos os erros que já cometi, todas as mancadas que já dei, vocês ainda estão aqui.
Tenho amigos que não sabem quanto são meus amigos, tenho amigos de anos e de meses. De dias, de acampamentos… Tenho amigos de vários tipos, mas cada um é único do seu jeito.
Eu vou sentir falta de vocês. De abraça-los quando uma lágrima ameaçar de cair, de rir de coisa boba, e de ajuda-los a procurar soluções à seus mais complexos problemas. Sentirei falta de ficar feliz e rir a toa em uma semana ruim por ver um amigo que não via há tempos e, apesar da distância, é mais presente que muitos outros. Já me bate à porta a saudade de Tubaína com Top Bell e baralho às 4 da madrugada. E eu acho que é aí que tá o significado de amizade.
Rir de nada com nada, chorar com nostalgia, ser inexplicável! Tudo isso é bom só pra quem viveu. Choro só de pensar que não estarei por perto quando precisarem de um abraço, mas talvez seja melhor assim. Talvez. Creio que essa mudança será boa pra mim. Estou feliz, admito! Porém, gostaria de levar vocês comigo. Na minha mala. Para poder apertá-los quando eu bem entender.
E lembrem-se: quando o mundo se despedaçar em cima de vocês, estarei aqui para ajudar-lhes a segurá-lo.
Vocês são muito especiais. Únicos. Cada um é um em um milhão. Tô com vocês.
“Assinamos cartas com as letras M-A-P-S, vocês
sabem mil maneiras de me fazer rir, sou tão sortuda por
tê-los encontrado! Vocês são amigos de verdade e estarão aqui até o fim.”
Amo, incondicionalmente, cada um de vocês.
Fui 150% sincera em cada palavra escrita.
Se despedindo pela primeira e, espero que, última vez,
Giovanna Marques.